O ano de 2026 já começou por aqui! Parte II – Mais que uma previsão para 2026
Como prometi na semana passada, aqui está o segundo artigo da série “O ano de 2026 já começou por aqui”. Agora, quero falar não só para a sua mente, mas também para o seu coração: relaxa, não precisamos nos abraçar e cantar juntos, pelo menos por enquanto… rsrs
Se você está com aquela sensação de que “tá tudo difícil” nos seus negócios, primeiro entenda que “você não está sozinha / sozinho nas suas dores”, a maioria das empresárias e empresários com quem tenho conversado estão com a mesma percepção.
Então é neste momento que eu tenho uma notícia boa e uma ruim para você. A ruim: realmente existem desafios objetivos pesados no ar (vamos falar mais sobre isso a partir do próximo item). A boa: metade do que está te tirando o sono pode ser só ruído mental disfarçado de realidade.
Não tenho a ambição de apresentar aqui ‘uma previsão para 2026’, ok? Mas, depois de mapear questões importantes do panorama do empresariado, preciso te dar um 🚨 ALERTA VERMELHO: Seu Cérebro Empresarial Pode Estar Sendo Hackeado! E você nem percebeu que está tomando decisões baseadas em fantasmas digitais 👻
Vamos destrinchar essa confusão de uma vez por todas? Porque, convenhamos, não dá para tomar decisão empresarial com base em “achismo coletivo”. Bora?

Os Números Não Mentem: um pouco de previsão para 2026
Momento “aceita que dói menos”: os desafios objetivos estão aí, batendo na nossa porta como aquele parente chato que aparece na hora do almoço. Mas, pelo menos esses a gente consegue medir, calcular e, principalmente, criar estratégias concretas para lidar com eles.
A Selic tá em 15% — isso não é opinião, é matemática pura. Significa que aquele empréstimo para expandir vai custar caro mesmo. A inflação ainda dança acima da meta (4,68%), então seus custos vão continuar subindo. E aquela incerteza fiscal? Ela torna o planejamento de longo prazo um exercício de futurologia.
A taxação do governo de Donald Trump impostas a produtos importados do Brasil – lista restrita de itens, mas importante frente a balança comercial entre nós e eles –, apesar dos esforços importantes e mais alinhados das últimas semanas, continua entre os maiores patamares entre nações que tem os Estados Unidos como clientes. Nesta semana saiu alguma revisão retirando 10% de taxação do café, mas, os 10% + 40% para a grande lista ainda estão presentes.
A bolsa bateu recorde histórico – rompeu os 154.000 pontos no começo deste novembro –, a inflação de outubro foi a menor em 27 anos para o mês – apurada em 0,56% –, e o dólar despencou – com mínima de R$ 5,27 no dia 11 de novembro. Mas mesmo assim, o humor empresarial continua naquele “vamos ver o que acontece” – falarei mais sobre isso nos itens seguintes.
Mas sabe o que é interessante? 68% dos executivos estão focando em defender mercado ao invés de expandir agressivamente. Você pode chamar de pessimismo ou de pragmatismo inteligente. Eles estão priorizando produtividade (59% deles) e eficiência operacional (44%) ao invés de sair comprando empresas por aí.
A transformação digital, principalmente impulsionada pelo uso de Inteligência Artificial virou obrigatória, não opcional. A concorrência global chegou no Brasil de chinelo e bermuda, mas com tecnologia de ponta. Então, ou você se adapta ou vira case de “como não fazer” no LinkedIn – essa frase contém ironia.
A boa notícia? Esses são problemas com CEP, CNPJ e solução. Dá para criar plano, estabelecer metas, medir resultados. É difícil? Sim. É impossível? Longe disso. Algumas destas notícias nos ajudam a ter uma melhor previsão para 2026 e “clarear” nossas decisões.
As fontes destes dados serão citadas ao final do artigo, beleza?
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O Elefante na Sala: Eleições 2026 no Radar Empresarial
A corrida presidencial de 2026 já está há um tempão nas conversas de corredores corporativos. Com Lula elegível para um novo mandato e Bolsonaro com direitos políticos suspensos até 2030 neste momento, o cenário político começa a se desenhar com novos e antigos protagonistas.
Governadores como Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Ratinho Jr. (PR) emergem como possíveis candidatos de centro-direita. Família Bolsonaro ainda busca força para ter o sobrenome da família nas urnas em 2026.
Enquanto figuras como Ciro Gomes, Marina Silva e outros nomes do centro também movimentam suas bases. Essa indefinição natural do processo democrático gera, inevitavelmente, expectativas e especulações que começam a influenciar decisões empresariais de médio prazo.
Para o mundo dos negócios, o ano pré-eleitoral tradicionalmente traz uma mistura de oportunidades e cautelas. Historicamente, governos tendem a acelerar obras públicas, programas sociais e políticas de estímulo econômico para criar um ambiente favorável, o que pode beneficiar setores como construção civil, tecnologia e serviços.
Por outro lado, a incerteza sobre continuidade de políticas públicas — desde questões tributárias até marcos regulatórios — costuma fazer empresários adiarem investimentos de longo prazo até que o cenário se torne mais claro.
A chave está em distinguir entre oportunidades concretas que surgem no processo eleitoral e o ruído especulativo que pode contaminar análises estratégicas, mantendo o foco em fundamentos econômicos sólidos independentemente de quem esteja no comando do país.
O que não vale é ficar preso na polarização desta discussão. Empresárias e empresários, executivas e executivos precisam compreender que seus negócios devem prosperar ‘no e apesar do’ ambiente político. Assim, perder a força mental e empresarial em debates políticos superficiais, não trará resultados e benefícios para ninguém.
CALMA, NEM TUDO É O QUE PARECE: O Teatro das Percepções
Agora vem a parte interessante: o que está realmente atrapalhando seu sono pode não estar nas planilhas, mas na sua timeline das redes sociais.
Aqui vamos falar de como as questões objetivas impactam nosso humor e o humor do mercado – e por ‘mercado’ não estou falando somente dos investidores e profissionais da ‘Faria Lima’ – mas, todas e todos que precisam tomar decisões claras.
Sabe aquele “clima de incerteza” que todo mundo fala? Aquela sensação de que “o mundo vai acabar” que rola nos grupos de WhatsApp empresariais? Pois é, isso aí é o que podemos chamar de “conspiração coletiva do medo”.
Por quê? Porque medo é viral — e não estou falando de marketing viral, estou falando de contágio emocional mesmo. Aquela reunião onde alguém fala “está tudo muito incerto” contamina a sala inteira. Aquele podcast que você escutou falando de “crise iminente” fica ecoando na sua cabeça na hora de aprovar investimentos.
Veja que nos últimos 60 dias, algo curioso aconteceu: o impacto dos conflitos internacionais diminuiu na nossa percepção de risco. A guerra na Ucrânia continua, o Oriente Médio segue instável, mas sabe o que mudou? Nossos indicadores internos melhoraram e, magicamente, paramos de culpar Putin pelos nossos problemas de fluxo de caixa.
As incertezas entre Brasil e Estados Unidos começam a ficar mais claras, apesar de os esforços não terem realizado mudanças neste momento, mas a fumaça deste assunto começa a dissipar, permitindo que tenhamos uma melhor visão sobre as possibilidades.
O resultado? Decisões conservadoras baseadas em fantasmas, não em dados. Empresas adiando projetos não porque o ROI está ruim, mas porque “não é hora” — sendo que ninguém sabe definir quando será a hora certa.
Precisamos nos ater a questões mais fundamentadas, imparciais, transparentes etc., para isso, é necessário escolher as fontes do que lemos, pessoas para as quais damos atenção e, principalmente, desenvolver um novo senso crítico para analisar o mundo que nos cerca.
🎯 FOCO NO QUE IMPORTA: Dados X Dor de Cabeça X Plano para 2026
Aqui vai a real: você precisa separar o joio do trigo nas suas decisões empresariais. Ter minimamente um plano para 2026 é mais que necessário.
Questões objetivas merecerão muito da sua atenção total, mesmo um simples plano para 2026 vai precisar de análises concretas. Selic alta? Revise seu plano de financiamento. Inflação pressionando custos? Otimize processos e negocie contratos. Concorrência aumentando? Invista em diferenciação bem fundamentada e tecnologia – vamos falar mais sobre isso em artigos posteriores.
Agora, questões subjetivas — aquele “sentimento geral do mercado” — devem ser tratadas como termômetro, não como GPS. Elas te dão uma noção do clima, mas não podem determinar sua rota.
A diferença é simples: dados te permitem agir, percepções te fazem reagir. E reagir no mundo empresarial é como jogar futebol só no contra-ataque — às vezes funciona, mas não é estratégia sustentável.
Use as questões subjetivas para entender o contexto, calibrar sua comunicação e ajustar o timing das suas ações. Mas nunca, jamais, deixe elas definirem se você vai ou não investir naquele projeto que faz sentido no papel.
Porque, no final das contas, quem toma decisão baseada em dados concretos está construindo futuro. Quem fica refém do humor coletivo está apenas surfando na onda — e sabemos como ondas são: uma hora elas quebram.
O que sugiro para um plano para 2026:
- Elabora um relatório de vendas dos últimos 18 meses (clientes, mercados, portes, categorias de produtos, totais vendidos, lucratividade estimada);
- Elabore um relatório orçamentário (investimentos em vendas e marketing, dívidas e alavancagens, provisionamentos necessários, fluxo de caixa);
- Crie duas métricas importantes para cada área chave da sua empresa, se certifique que está medindo da forma correta e assim:
- Quando quiser investir, olhe para essas métricas;
- Quando ficar com medo, veja se as métricas estão seguras;
- Quando ficar cansado, priorize as ações de acordo com estas métricas… rsrs
Assim, conseguirá tirar o humor do mercado da sua frente e tomar melhores decisões de forma objetiva frente a um plano para 2026.
Bora nessa???
Fontes utilizadas:

Ahhh! Eu sou Hugo Santos! Hugopalestrando nas redes sociais!
Atuando em Vendas, Marketing, Empreendedorismo e Relacionamento com clientes desde 1996. Graduado em Marketing. Especialista em Comunicação Omnichannel, Inbound Marketing e Vendas Consultivas. Fundador da Palestras e Conteúdo e da Detrês Ciclos, consultoria de marketing. Autor da obra “Inocente Digital – Como ‘desbugar’ sua mente em um mundo digital e acelerado” e coautor de “O poder da conveniência Omnichannel no Atendimento” (com mais de 20 mil leitores), “Metamorfose Empreendedora – Os 4E´s do SER”. Vencedor dos prêmios ABC da Comunicação como o melhor profissional de vendas no ano de 2020 e “Sabre Awards LATAM 2021” na categoria “Business-To-Business Marketing: Digital Presence and Omnichannel service in the Covid-19- pandemic”. Presidente do comitê de profissionais de comunicação do Prêmio ABC da Comunicação. Professor de MBA na Faculdade Exame, com passagens pela Faculdade Mauá e IEL-AL. Formado em Alta Performance em Comunicação pela SBPNL, Líderes do Futuro pela Crescimentum e Solution Selling pela Microsoft Business Solution. Parceiro RD Station com Certificações e Prêmios de Inbound Marketing alcançados individualmente ou em conjunto com a Agência Incandescente. Mentor de Startups pela InovAtiva Brasil, Aceleradora de Startups do Governo Federal. Desde 2014 ministrou mais de 480 palestras, workshops, cursos, mentorias e consultorias sobre Vendas Consultivas, Marketing Digital, Marketing de Conversa, Atendimento Omnichannel, Empreendedorismo, Comunicação Humana nos Negócios e Liderança em eventos como RD Summit, Futurecom, ABRINT, Crescer, Social Media Week, CorpoRH, Expo ISP, Medical Fair, CONEMOV, HIGIEXPO e Meetings de negócios em Federações das Indústrias, CEBRASSE (Central do Setor de Serviços) e outras entidades de grande porte.
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